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Volta, quis dizer, parado no meio da praça.
Mas agora, tantos anos depois, não saberia se teve mesmo vontade de chamar ali, ao meio-dia de uma tarde de Peixes, ou se repetiria depois baixinho, à noite, sozinho na cama, no mesmo quarto com o irmão mais velho, nessa noite ou em todas as outras depois dessa, à medida que o verão fosse indo embora e as noites todas se tornassem mais e mais frias, junho julho, agosto adentro, enrolado em cobertores, vida afora repetindo volta, Beatriz, volta que eu cuido de ti e dou um jeito qualquer de tu ficares boa e então nós podemos ir embora para a África ou Oceania ou Eurásia ou qualquer outro lugar onde tu possas ficar completamente boa do meu lado e para sempre, volta que eu te cuido e não te deixo morrer nunca. Não disse nada. Pisando lenta, olhando o sol, Beatriz foi embora para sempre dos doze anos de vida dele.
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
terça-feira, 3 de junho de 2008
podia ser pior, ano II.
quer alegria garantida no carnaval 2009? pois bem, o bloco mais descolado das ladeiras de olinda, podia ser pior - ano II, estará expandindo seus horizontes, OI? belo horizonte? traga seu instrumento e sua cadência, o resto fica por conta do samba, frevo e cerveja. AI.
terça-feira, 15 de abril de 2008
ups, ainda por aqui.
{dans mon île
ah comme on est bien
dans mon île
.on n'fait jamais rien
.on se dore au soleil
qui nous caresse
et l'on paresse
sans songer à demain,
dans mon île
- ah comme il fait doux -
em silêncio, nós sonhamos com nós mesmos.
(douces et fragiles)
preguiça,
ah comme on est bien
dans mon île
.on n'fait jamais rien
.on se dore au soleil
qui nous caresse
et l'on paresse
sans songer à demain,
dans mon île
- ah comme il fait doux -
em silêncio, nós sonhamos com nós mesmos.
(douces et fragiles)
preguiça,
terça-feira, 20 de novembro de 2007
terça-feira, 18 de setembro de 2007
, lita e as ruas
, coisa chata!
lita estava cansada daquelas mesmas chateações cotidianas:
.
.
escola, visitas dominicais aos avós, aula de piano com aquela professora franzina, tevê só depois das tarefas feitas, roupas sempre engomadinhas(cheirando à amaciante rosa), dentista a cada 3 meses(que medo daquela broca!), meras chatices.
- cotidiano infantil é mesmice, nando! como a cara das bonecas, todas iguais e feias.
aos sete anos, sete! bem me bastava ser filha de um casal de artistas, daqueles que não tem casa, nem rumo. que viajam hoje, e chegam sei lá quando num sei onde, com os filhos encangados, sem medo do vento ao rosto.
- já pensou, nando? nada de tarefas de casa, nada de estantes com bonecas, só os jasmins pelo caminho. sem laços, sem visitas patéticas aos domingos, sem tédio! o que se pudesse tocar, cheirar, tudo livre, escapando às mãos...
.
,
- lita, vê se não desarruma o cabelo, já estamos quase saindo, hein? (sua mãe a trata como nos seus cinco anos).
.vidinha besta essa, de adulto, sempre tão formais, como que obrigados a..
, ao menos lita degustava as ruas nesses passeios, e pessoas: conversando, tropeçando, rindo.
e aquela moça chorando ao canto da parede da livraria do seu manuel? a mãe não gostava que a menina visse alguém chorando, poderia entristecê-la, afinal.
mas entristecer um coração agora tão cheio de vida, seria aprendizado, como tudo que lita absorvia de gente, gente a enchia de uma-vontade-de-dançar.
...só de olhar para estranhos, a fascinava. aquela confusão de gestos e faces, queria passar à frente do sol, queria abraçá-los, todos (inclusive aquele senhor meio rabujento que a olha com cara emburrada, enquanto lita, o sorri).
, é preciso uma candura quase demente pra sorrir daquela maneira, e como ela gosta de gostar de gente!
passeio terminado, volta à casa e verdade, casa quadrada e séria.
...
(lita vai dormir gostando).
lita estava cansada daquelas mesmas chateações cotidianas:
.
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escola, visitas dominicais aos avós, aula de piano com aquela professora franzina, tevê só depois das tarefas feitas, roupas sempre engomadinhas(cheirando à amaciante rosa), dentista a cada 3 meses(que medo daquela broca!), meras chatices.
- cotidiano infantil é mesmice, nando! como a cara das bonecas, todas iguais e feias.
aos sete anos, sete! bem me bastava ser filha de um casal de artistas, daqueles que não tem casa, nem rumo. que viajam hoje, e chegam sei lá quando num sei onde, com os filhos encangados, sem medo do vento ao rosto.
- já pensou, nando? nada de tarefas de casa, nada de estantes com bonecas, só os jasmins pelo caminho. sem laços, sem visitas patéticas aos domingos, sem tédio! o que se pudesse tocar, cheirar, tudo livre, escapando às mãos...
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,
- lita, vê se não desarruma o cabelo, já estamos quase saindo, hein? (sua mãe a trata como nos seus cinco anos).
.vidinha besta essa, de adulto, sempre tão formais, como que obrigados a..
, ao menos lita degustava as ruas nesses passeios, e pessoas: conversando, tropeçando, rindo.
e aquela moça chorando ao canto da parede da livraria do seu manuel? a mãe não gostava que a menina visse alguém chorando, poderia entristecê-la, afinal.
mas entristecer um coração agora tão cheio de vida, seria aprendizado, como tudo que lita absorvia de gente, gente a enchia de uma-vontade-de-dançar.
...só de olhar para estranhos, a fascinava. aquela confusão de gestos e faces, queria passar à frente do sol, queria abraçá-los, todos (inclusive aquele senhor meio rabujento que a olha com cara emburrada, enquanto lita, o sorri).
, é preciso uma candura quase demente pra sorrir daquela maneira, e como ela gosta de gostar de gente!
passeio terminado, volta à casa e verdade, casa quadrada e séria.
...
(lita vai dormir gostando).
segunda-feira, 10 de setembro de 2007
vem,
é tão bom relembrar, acalenta.
pessoas, coisas, dias verdes.
remotas, grandes, castas.
- o que abraçamos com lágrimas.
pessoas, coisas, dias verdes.
remotas, grandes, castas.
- o que abraçamos com lágrimas.
quinta-feira, 16 de agosto de 2007
. eu danço com você o que você dançar .
o mar apaga os traços das ondas na areia.
oh deus, como estou sendo feliz.
o que estraga a felicidade é o medo. fico com medo.
mas o coração bate.
o amor inexplicável faz o coração bater mais depressa.
... estou numa delícia de se morrer dela.
doce quebranto ao te falar. mas há a espera.
, um dia dissestes que me amava.
finjo acreditar e vivo, de ontem para hoje, em amor alegre.
- mas lembrar-se com saudade é como se despedir de novo -
oh deus, como estou sendo feliz.
o que estraga a felicidade é o medo. fico com medo.
mas o coração bate.
o amor inexplicável faz o coração bater mais depressa.
... estou numa delícia de se morrer dela.
doce quebranto ao te falar. mas há a espera.
, um dia dissestes que me amava.
finjo acreditar e vivo, de ontem para hoje, em amor alegre.
- mas lembrar-se com saudade é como se despedir de novo -
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