segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

ai, meus carnavais.

até quando as lembranças mal vindas nos cercam?
há que se considerar sempre as páginas verdes e abstrair-se o desbotado?
sinceramente?
prefiro um grito sem propósito, ou melhor, com toda a obviedade possível.
de qualquer forma, o mundo não pára quando estamos tristes.
o tio do cachorro quente continua cozinhando salsichas,
o funcionário dos correios entrega as correspondências repletas de saudade e as contas a pagar, enquanto as meninas cochicham no pátio do colégio.
tanto faz, nada pára.
fingir não estar triste é mesquinho. sei lá, dá a ideia de que eu não posso ser fraca.
mas num começo de sábado como esse, ah, eu estou fraca.
gritar e escrever, talvez. ou nem isso. andar de bicicleta sozinha, numa ilha noutro lado do país.
depois querer uma cerveja, todos os seus amigos, doze carnavais.
a sucessão dos dias, meu caro, dela ninguém escapa.

- ah, se a gente pudesse brincar com a saudade como se brinca de carnaval.

16.01.10
01:33hrs

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

modificando a luz dessa noite,

pois bem: se não dá pra repetir certas noites, há que se inventar uma forma inédita de revivê-las.

nada que uma falta de juízo não resolva.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

e eu vou morrendo na praia,

deixa a maré me levar pra longe, longe, longe, longe... onde a memória me foge.
pois é, lula.
no raso também se afoga.
vontade de andar de patins,

quinta-feira, 12 de março de 2009

passe em casa,

- tô te esperando -

pois sim, é o que mais tenho feito, eva vilma.

esperar,
esperar,
esperando.

sentadinha com a bunda na cadeira? não.
gritando. escrevendo. às vezes suspirando, verdade. mas abrindo caminho pro está-por-vir.

sentindo saudades. todas.

(gente, alguém aperta 'stop' nesse coração galinha de leão)


o pensamento não quebra na praia da boca.

domingo, 8 de março de 2009

vamos fazer uma festança,

e tudo será verdade quando o amor se espalhar,

te amo, mercado da boa vista.
te amo, sábado.
te amo, brahma gelada do lelêu.

não te amo, tarifa cara da oi.

sexta-feira, 6 de março de 2009

o tempo que o amor não nos deu,

mas dará.
será seco ou molhado?

será mar.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

ímpares,

mais um ano que nos chega, pés fincados na areia.
inúmeros sorrisos, velhos abraços.
somatório de vozes, rodopios.


e as ondas, as ondas, as ondas, as ondas.