sábado, 14 de maio de 2011


nesse misto de chuva&sol, frio&suor, saudade&esquecimento, sim&talvez,
às vezes o mar nos escapa.
ou nos inunda.

vontade de mergulhos.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

' tantos rodeios pra enfim me roubar coisas que dele já são. '

escreve, pausa.
olhares irriquietos à janela, nova pausa.
e outra, outra e mais outra - até que borra as palavras já escritas com lágrimas que talvez hoje não existissem se não houvesse existido aquela quarta-feira tão quente, quarta-feira dum fevereiro que jamais esquecera.
pode-se perguntar: - e onde entra o riso nesse estória?
no coração dos desafinados, decerto.

cheia de sol, amélia.

- amélia sempre eufórica, risada estridente, magras mãos.
leva um mundo inteiro naquele sorriso largo, naquelas pernas bambas, naquela vontade sem-fim de sambar a qualquer hora, em qualquer esquina.
nada é ruína, só construção.
'desejos de beleza em profusão.'

23:24

tem hora que só pegando o trem das cores, viu?

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

ai, meus carnavais.

até quando as lembranças mal vindas nos cercam?
há que se considerar sempre as páginas verdes e abstrair-se o desbotado?
sinceramente?
prefiro um grito sem propósito, ou melhor, com toda a obviedade possível.
de qualquer forma, o mundo não pára quando estamos tristes.
o tio do cachorro quente continua cozinhando salsichas,
o funcionário dos correios entrega as correspondências repletas de saudade e as contas a pagar, enquanto as meninas cochicham no pátio do colégio.
tanto faz, nada pára.
fingir não estar triste é mesquinho. sei lá, dá a ideia de que eu não posso ser fraca.
mas num começo de sábado como esse, ah, eu estou fraca.
gritar e escrever, talvez. ou nem isso. andar de bicicleta sozinha, numa ilha noutro lado do país.
depois querer uma cerveja, todos os seus amigos, doze carnavais.
a sucessão dos dias, meu caro, dela ninguém escapa.

- ah, se a gente pudesse brincar com a saudade como se brinca de carnaval.

16.01.10
01:33hrs

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

modificando a luz dessa noite,

pois bem: se não dá pra repetir certas noites, há que se inventar uma forma inédita de revivê-las.

nada que uma falta de juízo não resolva.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

e eu vou morrendo na praia,

deixa a maré me levar pra longe, longe, longe, longe... onde a memória me foge.
pois é, lula.
no raso também se afoga.
vontade de andar de patins,