terça-feira, 15 de abril de 2008

ups, ainda por aqui.

{dans mon île
ah comme on est bien
dans mon île
.on n'fait jamais rien
.on se dore au soleil
qui nous caresse
et l'on paresse
sans songer à demain,
dans mon île
- ah comme il fait doux -

em silêncio, nós sonhamos com nós mesmos.

(douces et fragiles)

preguiça,

terça-feira, 20 de novembro de 2007

.tô fumando o cigarro da saudade e a fumaça escrevendo o nome dela,

terça-feira, 18 de setembro de 2007

, lita e as ruas

, coisa chata!

lita estava cansada daquelas mesmas chateações cotidianas:
.
.
escola, visitas dominicais aos avós, aula de piano com aquela professora franzina, tevê só depois das tarefas feitas, roupas sempre engomadinhas(cheirando à amaciante rosa), dentista a cada 3 meses(que medo daquela broca!), meras chatices.

- cotidiano infantil é mesmice, nando! como a cara das bonecas, todas iguais e feias.
aos sete anos, sete! bem me bastava ser filha de um casal de artistas, daqueles que não tem casa, nem rumo. que viajam hoje, e chegam sei lá quando num sei onde, com os filhos encangados, sem medo do vento ao rosto.

- já pensou, nando? nada de tarefas de casa, nada de estantes com bonecas, só os jasmins pelo caminho. sem laços, sem visitas patéticas aos domingos, sem tédio! o que se pudesse tocar, cheirar, tudo livre, escapando às mãos...
.
,
- lita, vê se não desarruma o cabelo, já estamos quase saindo, hein? (sua mãe a trata como nos seus cinco anos).

.vidinha besta essa, de adulto, sempre tão formais, como que obrigados a..

, ao menos lita degustava as ruas nesses passeios, e pessoas: conversando, tropeçando, rindo.

e aquela moça chorando ao canto da parede da livraria do seu manuel? a mãe não gostava que a menina visse alguém chorando, poderia entristecê-la, afinal.

mas entristecer um coração agora tão cheio de vida, seria aprendizado, como tudo que lita absorvia de gente, gente a enchia de uma-vontade-de-dançar.

...só de olhar para estranhos, a fascinava. aquela confusão de gestos e faces, queria passar à frente do sol, queria abraçá-los, todos (inclusive aquele senhor meio rabujento que a olha com cara emburrada, enquanto lita, o sorri).

, é preciso uma candura quase demente pra sorrir daquela maneira, e como ela gosta de gostar de gente!

passeio terminado, volta à casa e verdade, casa quadrada e séria.
...
(lita vai dormir gostando).

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

vem,

é tão bom relembrar, acalenta.
pessoas, coisas, dias verdes.
remotas, grandes, castas.
- o que abraçamos com lágrimas.

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

. eu danço com você o que você dançar .

o mar apaga os traços das ondas na areia.
oh deus, como estou sendo feliz.
o que estraga a felicidade é o medo. fico com medo.
mas o coração bate.
o amor inexplicável faz o coração bater mais depressa.

... estou numa delícia de se morrer dela.
doce quebranto ao te falar. mas há a espera.

, um dia dissestes que me amava.
finjo acreditar e vivo, de ontem para hoje, em amor alegre.
- mas lembrar-se com saudade é como se despedir de novo -

quinta-feira, 31 de maio de 2007

De dentro do entremeio pra fora da ordem.

Da magia pra poesia,
da poesia pra magia
como daqui de nossos réus
pra até além de nossos céus,
como quem quer tudo
e quer nada

sempre por trás
das digitais
dessa luva que finge
molhada
depois de segurar
despreocupada
seu guarda-chuva
na tempestade de vento
das mentiras do silêncio.

É como estar
indecente
entre as presentes
estrelas
de furta-cores
ausentes

E foi na ausência de quem,
um dia queria,
dentro de um mundo-sentimento,
se jogar ao vento,
caso lhe faltasse moradia

que surgia
você.

Porque ao que parece
em ordem,
se espera demais,
como as crisálidas,

incrustadas
num entremeio de músicas
aos ouvidos,
perdidas em torpor,
a polegadas dos sentidos,

postadas,
fora do castelo José
e da areia Maria

Que é como é
dia-a-dia
quando a felicidade
extasia.

Mas tudo é ordem
e desordem
porque a areia
não receia
o sentimento
como receia o vento

É a razão de estar
e se desencontrar,
entre os atrasos pontuais
e as paradas cardíacas.

Sobre o autor
nada se explica,
nem se espia,
sente ou estima,

sobre sua noção
do que é o sabor,
de se enrolar,
sem pudor,
nesses laços
feitos de abraços,

no frio ou no calor,
sem se sentir aluno
ou professor,
acrescentando às receitas,
nenhuma porção de dor
entre as feridas já feitas,

dos que fizeram do humano,
demasiado humano,
também máquina de amor,
sendo, quase, imperfeitas.

fel.

.

terça-feira, 8 de maio de 2007

, sem rima

, é que a saudade manda mensagem súbita.

...
(você não está pra me fazer um cafuné).

, e a leveza


chuva bonita.dia cinza.tudo igual.
:amor, estou sentindo uma coisa

, frio nos treme, fio por fio.

[antes de você, eu nem chegara a ser

. e como pode pó seguir adiante?

abrindo todas as janelas]
/vadio arrepio
.
,
medo de escapulir

, mãos nos tomam, dedo por dedo.

entre o adeus e a contrapartida.
se você me ama e quando,

ontem ainda era abril?

sambando à dois se é feliz,
;um tiquinho de sorriso seu
pra lavar, pra se perder

, estando aqui de passagem,

.tudo que vire, remexa e salte.

{olhos fechados e corações escancarados}

+beijos, - escarros=
você sabe.